"A destruição do passado - ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo o ofício é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes do que nunca..."
Eric Hobsbawm
Alagoas vem sofrendo, ao longo de sua história, um desgaste em sua identidade histórico-cultural.
As notícias de miséria, corrupção e desemprego se mostram diante de uma crise política e socioeconômica “quase eterna”, que alimenta um sentimento de descrença e ataca diariamente a auto-estima do povo alagoano.
A maioria dos brasileiros desconhece que os filhos do nosso Estado são, sujeitos históricos do país e, em particular, de nossa região, embora ainda não tenham inspirado a adaptação de suas narrativas às minisséries, novelas e filmes, uma vez que a mídia nacional, responsável pela opinião do senso comum, reforça a sensação de que Alagoas é um estado desimportante.
Este clima de desânimo espalha a idéia de que a História de Alagoas é desinteressante e quase inexistente.
O conhecimento da própria história, essencial para o resgate da identidade e o respeito do nosso povo, fica renegada aos especialistas, distanciando-se cada vez mais de sua gente, que continua a ignorá-la.
O Colégio Santa Úrsula quer contribuir para uma nova realidade, por isso organiza o seminário: Alagoas, nossa História, tratando da temática: Alagoas Republicana (1889 aos dias atuais), conteúdo do PSS 3 /UFAL. Através da informação sobre a história do seu Estado, o aluno poderá construir novas relações sociais, políticas e econômicas e resolver com propriedade as questões de múltipla escolha ou discursivas, pois obterá vivência e leitura próximas da nossa realidade.
O Seminário Alagoas: nossa história terá o objetivo de reunir historiadores, professores universitários, jornalistas, escritores, cineastas e os próprios sujeitos da História para uma grande discussão sobre a História de Alagoas. E, com uma linguagem acessível à comunidade escolar, as palestras, mesas redondas, exibição de filmes, apresentações folclóricas e exposições de fotos terão a finalidade de resgatar o “orgulho de ser alagoano”.Não o orgulho bairrista e cego, mas o orgulho crítico que fortalece o povo.
Alagoas tem uma história de luta, com contradições que devem ser compreendidas para fortalecer novas batalhas por igualdade e justiça social.